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P.PORTO realizou mais de 6500 testes à COVID-19

Com capacidade para realizar até 300 rastreios por dia, o Politécnico do Porto continua a contribuir para o aumento da capacidade de resposta no combate ao SARS-CoV-2


Desde fins de maio que o laboratório licenciado de Análises Clínicas do P.PORTO já realizou 6500 testes à COVID-19, um número que cresceu significativamente a partir do momento em que se iniciou a colaboração do Politécnico do Porto com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte). No âmbito dessa cooperação foram realizados, desde outubro, 4600 testes protocolados à COVID-19.

Os testes podem ser realizados no laboratório alocado no Porto Research, Technology & Innovation Center (PORTIC) do Politécnico do Porto, por indicação da ARS-Norte e do médico de família, ou recolhidas nas Áreas dedicadas a Doença Respiratória (ADR) dos Centros de Saúde, nas Áreas dedicadas à COVID-19 (ADC), e entregues no P.PORTO.

“A partir do momento em que o laboratório molecular do Politécnico do Porto recebeu parecer favorável do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge | INSA para o diagnóstico SARS-CoV-2 integrado na Rede Nacional de Diagnóstico da COVID-19, fomos contatados, quase de imediato, pela ARS-Norte para apoiar os Centros de Saúde", explica Rúben Fernandes, investigador do PORTIC e coordenador do laboratório.

"De momento" - refere o investigador - " abrangemos uma área regional que vai do Porto ocidental, zona de Aveiro Norte, São João da Madeira, Santa Maria da Feira, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis, apesar de já termos recebido e recolhido testes mais a sul.”

A equipa é composta por 22 profissionais, entre investigadores, médicos e estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento da Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto que trabalham em regime de rotatividade, com turnos de seis horas. Há também uma equipa que faz deslocações, garantindo apoio a zonas fora da área de abrangência, tais como Setúbal ou Coimbra.

Para além dos testes protocolados, "estão a ser realizados testes à comunidade do Politécnico do Porto, a estudantes, à totalidade de estudantes Erasmus, a funcionários, docentes e ocasionalmente a familiares", garante Rúben Fernandes, sublinhando existir também serviços ao exterior a empresas e outros particulares.

Num contexto severo de evolução significativa do número de casos, o investigador avalia uma percentagem diária de 30% de casos positivos, apesar de existir variáveis e oscilações. Recordamos que a região norte continua a ser a que regista mais casos e óbitos, com 2.284 novos casos e 50 óbitos só nas últimas 24 horas (dados de 24 de novembro).

"As medidas individuais continuam a ser a forma mais eficaz de ultrapassar este desafio, declara ainda em jeito de conclusão, só nós podemos colocar um travão a esta pandemia, respeitando as medidas de distanciamento social e as medidas individuais de higienização. Esta é a chave para parar esta pandemia."


Autor

jorgeresende

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